Este blog foi desenvolvido com o intuito de explicar de forma clara e sucinta um tema discutido além dos laboratórios. Através de um grupo de super-heróis mostramos como as energias que usamos hoje, mesmo algumas poluentes, são super importantes para o mundo. Já fizeram e fazem história. Cada super-herói e seu mascote representam uma forma de energia que utilizamos. Além dessa Super Liga Energética, temos também curiosidades da química, vídeos explicativos e muito mais...


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Carvão Mineral


O carvão é um minério não-metálico, uma substância de coloração negra e de firme consistência, amplamente utilizada como combustível.  Uma vez queimado libera uma elevada quantidade de energia. É formado pelos restos soterrados de plantas tropicais e subtropicais, especialmente durante períodos Carbonífero e Permiano. É vital para muitas indústrias modernas.






Conheça:

 - Sobre o carvão mineral
- História do carvão
- Carvão Vegetal








  Mulher Carvão

Carvão Vegetal

  



O processo tradicional de obtenção do carvão vegetal dá-se pela queima ou aquecimento de madeira, em temperaturas que variam entre 500 e 600C, na ausência de ar. Empilham-se estacas de madeira, cobertas parcialmente por terra, para limitar a entrada de ar, e procede-se à queima. Trata-se de uma técnica bastante primitiva, que não permite o aproveitamento de nenhum subproduto, geralmente usada por pequenos produtores, que operam no próprio local de desbaste das árvores. O processo industrial utiliza fornos, preaquecidos à temperatura de 300oC, nos quais são colocados pedaços relativamente pequenos de madeira seca. Esse processo permite a produção em escala incomparavelmente maior de carvão vegetal destinado à siderurgia do ferro gusa e à obtenção de subprodutos, como metanol, ácido acético, piche, óleo e gás. A madeira mais indicada é o eucalipto, plantado em grandes extensões.


    Graças à principal característica do carvão vegetal, que é sua grande porosidade, costuma-se empregá-lo como adsorvente, seja para desodorizador do ar, seja como descorante de soluções.     Utiliza-se esse tipo de carvão vegetal em respiradores de máscaras contra gases, para remoção de vapores tóxicos, e na purificação da água. Ainda na categoria do carvão artificial, podem-se citar o negro-de-fumo, fabricado a partir do petróleo e de grande utilização na indústria da borracha. Na produção de pneus, por exemplo, a participação do negro-de-fumo é de 35% em relação à borracha natural e de 50% para a borracha sintética.
    Os carvões animais, obtidos pela calcinação de resíduos da industrialização de animais, principalmente ossos e partes córneas, são usados como absorventes e pigmentos negros. Contêm grande proporção de carbonato e fosfato de cálcio. A indústria açucareira utiliza-o no descoramento da calda de açúcar.





História do Carvão



O primeiro combustível usado em larga escala
Até a segunda guerra mundial, o carvão era o combustível mais utilizado no mundo. A descoberta dos combustíveis derivados do petróleo, que permitiu o desenvolvimento dos motores a explosão e abriu maiores perspectivas de velocidade e potência, e o surgimento da energia nuclear, relegaram o carvão a condição de fonte subsidiária de energia.
Além disso, a entrada em operação de centenas de usinas hidrelétricas e termonucleares não conseguiu diminuir drasticamente, como se esperava, a participação do carvão.  Não somente porque essas fontes de energia representam grandes investimentos iniciais e provocam sérios impactos no meio ambiente, mas também porque a disponibilidade de grandes jazidas de carvão mineral e o baixo custo do carvão vegetal ainda confere a esse combustível um papel relevante.



No Brasil
No Brasil, a história do carvão se inicia há cerca de 210 milhões de anos, na época em que a crosta da terra ainda estava convulsionada por terremotos, vulcões, furacões, vendavais e maremotos. Estes fenômenos provocaram lentos ou violentos cisalhamentos e fizeram as montanhas e os limites costeiros separarem-se da África pelo Oceano Atlântico.

As maiores jazidas de carvão mineral do País situam-se nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e as menores, no Paraná e São Paulo.
os restantes 5% nas indústrias de cerâmica, de alimentos e secagem de grãos.
Historicamente, o carvão brasileiro foi descoberto em Santa Catarina, em 1827, na localidade de Guatá, município de Lauro Müller e foi inicialmente explotado por uma empresa inglesa que construiu uma ferrovia ligando Lauro Müller ao porto de Laguna. Como o carvão catarinense era considerado de baixa qualidade, sua explotação deixou de despertar interesse para os ingleses, obrigando o Governo Federal a repassar a concessão para indústrias cariocas, destacando-se inicialmente empresários como Henrique Lage, Álvaro Catão e Sebastião Neto.

sobre o carvão mineral






 Carvão é um material sólido, poroso, de fácil combustão e capaz de gerar grandes quantidades de calor. Pode ser produzido por processo artificial, pela queima de madeira, como o carvão vegetal; ou originar-se de um longo processo natural, denominado encarbonização, pelo qual substâncias orgânicas, sobretudo vegetais, são submetidas à ação da temperatura terrestre durante cerca de 300 milhões de anos e transformam-se em carvão mineral. Em função da natureza desses processos, o carvão vegetal é também chamado de artificial, e o carvão mineral, de natural.

Composição química:
Ele  é um minério não-metálico e é constituído basicamente por carbono e magnésio, sendo encontrado em forma de betume.
Esse carvão é considerado um combustível fóssil e  é classificado em turfa, linhito, antracito e hulha, essa distinção existe em razão das condições ambientais e época de formação.

  Os carvões se classificam de acordo com o seu conteúdo de carbono fixo, cuja proporção aumenta à medida que o minério se forma. Em ordem ascendente, os principais tipos são:
• linhito, que se desgasta rapidamente, pode incendiar-se espontaneamente e tem baixo valor calorífico.   É usado sobretudo na Alemanha e na Austrália;
• carvão sub-betuminoso, utilizado principalmente em estações geradoras;
• carvão betuminoso, o tipo mais comum e que, transformado freqüentemente em coque tem amplo    emprego industrial;
• antracito, que é um carvão lustroso, de combustão lenta, excelente para uso doméstico.


Usos:
O combustível fóssil é utilizado, especialmente, no aquecimento de fornos de siderúrgicas, indústria química (produção de corantes), na fabricação de explosivos, inseticidas, plásticos, medicamentos, fertilizantes e na produção de energia elétrica nas termoelétricas. O carvão mineral teve seu uso difundido bem antes do descobrimento do petróleo como fonte de energia.






Atualmente, do total de reservas de carvão existentes no mundo, 56,5% se encontra na Rússia; 19,5%, nos Estados Unidos; 9,5%, na China; 7,8%, no Canadá; 5,0%, na Europa; 1,3%, na África; e 0,4%, em outros países

A turma NM222 dedica esse blog ao Professor Léo Allen